The Walking Dead T3 – Parte 2

Crítica, Televisão

 
Série. Quartas, às 22.20, no FOX.
O regresso à terceira temporada de The Walking Dead aconteceu mais ou menos como esperado. 
 
O dedo na acção continua pressionado e a tendência para twists rápidos no argumento é uma característica intrínseca deste terceiro bloco de episódios. Em parte por uma necessidade comercial, à falta de melhor palavra, de satisfazer quem procura mais da série e achou a segunda temporada algo aborrecida. E ao mesmo tempo como um modo inteligente de não romper com todos os princípios do material original – a banda desenhada – e incluir no plano de fundo duas ideias.
 
A primeira é a de que tudo corre sem interrupções, de que o mundo de The Walking Dead é um universo contínuo e sem fim. Ou seja, a familiarização com as personagens é perigosa porque elas podem partir a qualquer momento. Claro que aqui a série não chega ao ponto de exterminar frequentemente algumas das personagens principais, mas tem mantido uma partida e chegada de elementos contínua que é interessante, e ainda faz isso de forma mais fluida do que Perdidos, por exemplo, fazia.
 
Isso leva-nos à segunda ideia: The Walking Dead é um constante jogo de decisões, e trabalha isso tão bem que por vezes passa despercebido. A série criou o seu próprio conjunto de regras e isso originou o problema de raramente um qualquer aspecto da história (pela forma como é feito) agradar a toda a gente. The Walking Dead está longe de ser perfeita, até de ser consensual, mas o modo firme como mantém a sua estrutura base, com mais ou menos tiros, com mais ou menos drama, é de louvar. 
 


André Santos

 

Comentários

Insira o seu comentário






Captcha




© 2007 - 2014 Time Out Group Ltd. All rights reserved. All material on this site is © Time Out.