Cristina Branco - Alegria

Crítica, Música

 
Emarcy/Universal
Cristina Branco sempre foi boa a ter ideias para os seus discos, e os retratos das mulheres que ela trouxe para Alegria – da Alice de Sérgio Godinho à Branca Aurora de Jorge Palma, da Miriam de Manuela de Freitas à Cherokee Louise de Joni Mitchell – são um retrato doloroso dos nossos dias, onde a esperança tem vindo a cair mais do que o PIB.

Sim, o disco chama-se Alegria, mas Cristina só canta tristezas (“O Lenço da Carolina” é a excepção e também a mais bela canção do álbum), num registo que mostra um desejo saudável de intervir no presente.

Infelizmente, o reportório original, sendo consistente, não é brilhante, e as releituras de Godinho, Mitchell ou Chico Buarque (“Construção”) pouco acrescentam aos originais. E assim Alegria acaba por ficar ali no meio, nem sorriso nem lágrima.

 

João Miguel Tavares

 

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